O Akita e sua Evolução

Inicialmente conhecido como Matagi-inu, Kurae-inu, Odate-inu, Tohoku-inu, são os nomes que já teve o cão Akita no transcurso da história. Conhecido com o nome de Akita desde a Idade Moderna. Através de séculos de domesticação, foi tomando o nome de acordo com a função que desempenhava: Matagi-inu, cão de caça; Kurae-inu, cão de ataque; Odate-inu e Tohoku-inu cão de companhia. Toma, por último, o nome de Akita que é a região mais setentorial da ilha de Honshu, a principal do arquipélago japonês, zona montanhosa, escassamente povoada, com uma densidade inferior a cem pessoas por km².

Não mais, nem menos importante como o cão pastor escocês, o pastor belga é o cão Akita (Akita-inu), inu = cão. Com o passar do tempo e a linguagem corrente, no ocidente, estes cães se chamaram simplesmente pastor escocês, pastor belga, etc. e o Akita-inu, desde 1988, ano em que a FCI (Federação Cinológica Internacional) reorganizou os grupos das raças, o Akita passou a formar parte do 5° Grupo e a palavra “inu” foi considerada em desuso. A maioria das raças européias foram evoluindo desde a antigüidade até nossos dias, por ser uma questão de moda, de refinamento, ou de atitudes. No caso do Akita, também foi provocado uma troca, mas nos últimos anos, se tem notado que os criadores japoneses, num afã previsto de cautela, lenta e pacientemente, vão começando a andar no sentido inverso, deixando de fora toda uma linha de sangue exótica, estrangeira, para voltar, novamente, a conseguir-se o Akita que era originariamente.

Indubitavelmente este cão, que para o Japão é um cão nacional, qualquer esforço é pouco se considerarmos a admiração do povo japonês por esta raça. Era o cão do caçador, o único que se animava a enfrentar ursos na montanha nipônica, era o cão do intrépido samurai, do imponente guerreiro no que, para eles, a morte voluntária não era um pecado, pois fazia parte do código de honra que lhes regia.

A disciplina Samurai, tão remota como os costumes feudais nipônicos, os convertia em dignos e orgulhosos integrantes da classe militar do Império do Sol Nascente. Era em todo o momento o “cão do chefe”, indicando seu proprietário, e o motivo da vestimenta do uniforme de gala, era conhecido por este, com especial fidelidade, com amor, com profundo respeito e curiosa particularidade que ainda hoje se conserva.

Assistir uma exposição de Akitas no Japão é algo que reveste uma solenidade muito especial e recordação inesquecível. É o único caso conhecido em que uma nação, no caso o Japão, ampara e protege, dá assistência e uma especial subvenção ao proprietário de um Akita que, por dificuldades financeiras não pode dar a seu exemplar um tratamento adequado.

Suas origens se remontam a uns 3.000 (três mil) anos; era admirado por seu tamanho e arrojo para a caça de ursos e servos. Com o tempo, samurais e Akitas compartilharam a coragem onde as lutas se davam até a morte, entre 1603 e 1925, um lapso de 322 anos, durante o qual o Akita deu mostras de sua valentia e inteligência. Sem contestar esta prática sanguinária, através da criação do homem, quase acabou com um dos cães mais antigos do Japão, talvez o mais representativo. Contrariamente ao que se pode pensar, dócil e carinhoso, os nipônicos cuidaram de seu cão nacional sem dar importância demasiada às convenções fixadas pela FCI, talvez porque este devesse responder ao espírito da nação.

Este animal, forte, rústico e valoroso, foi conhecido no mundo ocidental depois da II Guerra Mundial, quando soldados norte-americanos levaram para seu país alguns exemplares, onde com certeza, o mesclaram com outras raças como o malamute, que lhe deu um aspecto mais pesado e diferente também, em seu temperamento, do que é um verdadeiro Akita japonês. O Akita, não obstante sua ascendência, é um animal simpático, de pelo expeço e muito vistoso, mas o que realmente importa nele, é o temperamento, segurança, calma e velocidade de reação. Conserva uma particularidade nada desprezível para nossa atual forma de vida, “é silencioso”, condição para a qual nos Estados Unidos e Europa, muitos o vão adotando como cão de apartamento. É um cão que não necessita de muito exercício, se adapta em lugares pequenos, é um cão de um só dono, razão pela qual seja difícil que aceite um adestrador. Praticamente late somente para dar alarme e isto é resultado de uma seleção realizada no Japão em resposta às razões de espaço e convivência. É desconfiado por natureza com estranhos e seu olhar penetrante seguirá com atenção os movimentos de qualquer pessoa que visite nossa casa.

Outra mostra de suas características peculiares, é sua forma de atacar, silenciosa e de surpresa, mantendo uma calma absoluta e uma incrível identidade com seu condutor, assemelhando-se em sua luta, a um campeão de judô, pela fenomenal capacidade de obter êxito em um combate com adversário de tamanho notavelmente superior.

AKITA – PERFIL DA RAÇA

É a partir do século XVII que as raças japonesas começam a ser identificadas e reconhecidas como diferentes umas das outras, e teria sido então que um nobre interessado em cães estimulou a criação do Akita, no distrito de mesmo nome, no Japão. Criado como cão de caça nas montanhas ao norte do Japão, o Akita, segundo criadores, foi também um cão de combate até o século passado, quando foram proibidas as lutas entre cães naquele país. O Akita alternou momentos de projeção com fases de quase extinção. Em 1931, foi considerado monumento nacional pelo governo japonês. Nos Estados Unidos, atualmente detentor de um grande plantel de Akitas, a raça surgiu a partir da II Guerra Mundial, quando os soldados americanos levaram muitos filhotes do Japão para seu país.

Discreto e eficiente guarda, o Akita é uma raça recente e ainda pouco conhecida no Brasil. Introduzido aqui em 1970, o cão passou mais de dez anos restrito à Colônia japonesa que, principalmente pela dificuldade com a língua, encontrava barreiras para difundí-lo no mercado brasileiro.

Clube do Akita – O Guardião Japonês

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