Um amigo especial

Shiro um amigo Akita especial

Akita Shiro
Shiro

Morro (morria…) de medo de qualquer animal, sempre amei e queria ter, mas não conseguia chegar perto. Depois de muito tempo sem pedir (pois quando era pequeno pedia sempre) meu filho, já com 17 anos, disse que o seu professor queria doar um Akita de 08 meses, eu e meu marido dissemos sim na hora (mesmo sem saber o motivo).

Antes de buscar o Akita, tivemos um aviso que um cão viria para nos proteger – espiritualmente. Fomos pelo caminho brincando qual seria o nome dele, do nada meu marido falou: vai ver é Sebastião.
Quando chegamos e vimos aquele cão branco lindo, dócil, ficamos apaixonados, não tive medo e quando perguntamos o nome, pasmem: Sebastian!

Rimos muito e ficamos com ele por um fim de semana, com muita tristeza o devolvemos na segunda-feira, pois ele mancava da pata dianteira, quase não conseguia colocar a pata no chão.

Não fiquem chateados comigo, pois queria ficar com ele mesmo assim, mas o veterinário disse que ele tinha um problema (a pata dele era para fora e muito fina) e não podia ficar em chão liso (moro em apt.), como não entendia bem confiamos no veterinário, ele está em um sítio maravilhoso em Jacarepaguá e sendo muito bem tratado.

Choramos muito, os três. Nesta altura, já tinha me apaixonado pelos akitas (pesquisei e li tudo o que podia sobre a raça) e comecei a procurar um filhote, mas todos que eu via era de longe, do sul, de minas, etc.

Comprei uma revista e vi o anúncio de um canil aqui no Rio e enviei um email para saber do valor, fiquei triste, pois não tinha tanto dinheiro (o filhotinho é irmão de campeão, com pedigree e microchipado). A dona do canil me ligou e eu expliquei minha situação (meu marido estava com os salários da universidade onde dá aulas atrasados). Ela disse que ia ver o que podia fazer. Achei que iria parcelar, dar desconto, etc. (ele tinha 03 meses)

Qual não foi minha surpresa, quando ele completou 4 meses ela me ligou e perguntou se eu estava disposta a amá-lo e cuidar dele pra valer, se eu tinha tempo e como eu moro próximo a ela, que queria visitá-lo sempre que quisesse.

Quase explodi de felicidade, fomos buscá-lo no mesmo dia e hoje ele é um grande companheirão, agora não somos mais só nós três, somos quatro. Com ele não sinto medo e me emociono quando lembro da história. Nos apegamos tanto que tentamos medir os horários para que ele não fique muito sozinho (eu não trabalho, mas vou ao mercado, ao banco, etc.)

Ele é especial, participa das reuniões espíritas aqui em casa, deita próximo ao altar, late apenas para algumas pessoas que chegam perto de nós, para outras nem liga, entre outras coisas que se contar dão outras tantas histórias.

Abraços
Andréa Araújo
Shiro – 08 meses

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